Moxa – o que é e quais são os benefícios.

A moxa, ou moxabustão, é uma forma de terapia que consiste na queima de uma erva medicinal (chamada Artemísia) sobre pontos específicos do corpo. Assim como a acupuntura, de fato, a moxa utiliza os meridianos de energia para fins terapêuticos.

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, o frio, vento e umidade são alguns dos grandes causadores de doenças. O objetivo deste tipo de terapia é, portanto, aquecer as áreas do corpo com a intenção de estimular a circulação de sangue, Qi , fluxo linfático e expelir, enfim, influências patogênicas.

Por isso, a moxa é indicada para pacientes portadores de doenças provocadas pelo frio e umidade, assim como em situações de deficiência de energia, como:

  • Doenças crônicas;
  • Pacientes com fraqueza;
  • Geriatras.

Artemísia

Artemísia vulgaris

A Artemísia é o nome comum dado à planta da espécie Artemísia vulgaris. Trata-se de uma planta relacionada à família do crisântemo, nativa de regiões de clima temperado da Europa, Ásia e norte da África. Atualmente, no entanto, pode ser encontrada em várias outras regiões como planta cultivada ou mesmo considerada como uma espécie invasora.

É um arbusto com raiz lenhosa e em geral atinge a altura de aproximadamente 1,5m. Possui folhas dentadas de coloração verde escura, todavia seu caule possui tom vermelho escuro. Suas flores são pequenas, amarelas ou vermelho escuro.

O cheiro de moxa é, sem dúvida, bastante característico e peculiar. Muitas vezes é até mesmo confundido com cheiro de maconha. Entretanto, muitas pessoas acham que tem um aroma terapêutico e relaxante.

Como é usada a moxa?

Existem várias formas de usar a moxa, no entanto, em animais seu uso é mais limitado por conta da pelagem. De fato, uma das formas mais utilizadas em humanos, é a moxabustão direta. Ou seja, a erva é colocada e queimada diretamente sobre a pele.

Em animais, é mais comum utilizar a moxa em bastão, aquecendo os pontos selecionados durante a acupuntura, ou até mesmo fazendo uma massagem com um rolo feito de cobre, específico para aplicação dessa erva.

A moxa pode, ainda, ser combinada com substâncias como sal ou gengibre para melhorar suas propriedades terapêuticas. Além disso, pode ser usada em forma de creme, loção ou óleo essencial.

Benefícios da moxa

O objetivo do uso da moxa é a tonificação energética. A erva, de fato, elimina a estagnação e regula a circulação de energia. Dessa forma, melhora o funcionamento de órgãos e vísceras do corpo.

Seu uso é indicado no tratamento de patologias relacionadas ao frio e a umidade. Entre essas doenças, as mais comuns são, certamente, as dores reumáticas. Por isso, os pacientes idosos são, sem dúvida, os que se beneficiam mais com esse tipo de tratamento.

Indicações:

  • Alívio da dor – O calor da terapia pode ajudar a melhorar a circulação, o fluxo sanguíneo e linfático. Por isso, acaba reduzindo a dor e a inflamação. É muito eficiente no tratamento de dor artrítica e de alguns tipos de dores de cabeça.
  • Cicatrização de lesões – O potencial de cicatrização aumenta por causa do estímulo na circulação sanguínea, de Qi e linfa.
  • Problemas ginecológicos – usada para ajudar a aliviar os sintomas associados ao ciclo menstrual, já que a erva possui afinidade com o útero.
  • Imunidade – muito usada em pontos específicos para ajudar a aumentar a imunidade. Estudos demonstraram, de fato, que a moxa realizada no ponto de acupuntura E 36 ajuda a aumentar a contagem de glóbulos brancos quase imediatamente após o tratamento.
  • Problemas digestórios – É extremamente eficaz para condições como dor abdominal e diarreia.
  • Longevidade – Segundo antigas lendas Chinesas e Japonesas, o uso diário de moxabustão no ponto de Estomago 36 (Zu San Li) aumentaria a vitalidade e longevidade. Este ponto está localizado a uma mão de largura abaixo da patela dentro da depressão no lado lateral do osso (tíbia).

Contraindicações

Apesar das inúmeras qualidades da erva, não se aplica a moxabustão em todos os pontos de acupuntura ou em todas as condições patológicas. Esse tipo de tratamento é, de fato, contraindicado em condições causadas por excessos de ‘Calor’ (Yang), como:

• Doenças febris com pulso rápido e Yin Vazio.
• Doenças de Plenitude-Calor.
• Cefaleia devido a excesso de Yang de Fígado (Gan).
• Pacientes que comeram muito ou que estão alcoolizados.
• Pacientes com queimaduras.
• Feridas abertas ou traumas recentes.
• Gestantes.
• Pacientes extremamente alérgicos a odores fortes.

Referencias Bibliográficas:

SCHOEN, A.M. Acupuntura Veterinária – Da Arte Antiga à Medicina Moderna. ROCA, São Paulo, 2006.

MACIOCIA, G. Os Fundamentos da Medicina Chinesa. ROCA, São Paulo, 2007.

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